quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Efémero

Esta e outras têm-me feito companhia nos dias que têm passado.

Como é possível que uma pessoa que criou coisas destas se tenha perdido numa tarde de calor num refrescante banho de rio?

Não consigo deixar de ter este sentimento de desperdicio estúpido.

Ficaram-nos as músicas que para mim serão sempre um misto de fascínio e consternação...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sucky, sucky? Ten dolla

Sou só eu que acho que os Callippo são um guilty pleasure para os homens?

Digo isto porque ontem à hora do almoço vi um adulto do sexo masculino a comer um e constatei que foi, talvez um evento inédito.

Não acredito que haja uma dada altura na vida em que os homens deixam simplesmente de gostar desse gelado - tipo, brincar com carrinhos é de puto.

No feminino, o consumo deste gelado é até incentivado e chega a ser considerado sexy.

No caso dos homens, a única forma digna de comer este refrescante prazer é à dentada - porque homem que é Homem, não sofre de sensibilidade dentária, nem tem brain freezes, que essas cenas são para panisgas...

Não se coíbam, da mesma forma que não me coíbo de usar uma t-shirt com o slogan "leite é juventude" estampado no peito.

E perguntam vocês em primeiro lugar como raio arranjei eu uma t-shirt com esta ode à imaginação.

E eu respondo, era miúda, estava aborrecida na praia, haviam actividades e eu aparentemente era a melhor dançarina da Macarena a participar (o já lendário movimento de anca, em algumas situações inebriante, noutras deveras doloroso.

Devo acrescentar que cheguei a usa-la algumas vezes, nas primeiras vezes fui gozada, nas vezes seguintes, passei a encontrar-me estranhamente rodeada de gajos - há que acrescentar que entre utilizações, o factor alterado foi o meu número de copa. Coincidência?

Talvez...

Como esse tipo de coisas não são para mim, pus a t-shirt de lado, passei a usar uma coquilha debaixo das calças, deixei de fazer o bigode e passei a vestir-me de marujo, chegando à imagem que hoje tão bem me caracteriza.

Devo dizer que hoje em dia sou bastante mais feliz, como o ganda maluco que bebe vinho como se não houvesse amanhã, arrota que nem um porco e que é mestre em piadas de "mau gosto", em vez da gaja do "leite é juventude".

Porque a quantidade de palavras que nos descrevem são tudo, e nesse caso, tenho agora 19 palavras mais de personalidade.Talk about upgrade!

Agora a moral da história: comam os Callippos que queiram, mantenham-se é afastados dos Mini Milk

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mate

Quando dizia às pessoas que ia viajar para a Escócia, ficava tudo alarmado com a gripe suína. Quando lá cheguei, não percebi o que queria dizer, pois se houve coisa que por lá vi, foi mesmo muita saúde. Arrisco até a dizer que a avaliar pelos Ingleses, toda a beleza da Grã-Bretanha se condensa no país mais a norte.

Santinho

De quando em quando lá surge uma doença que é combustível para os telejornais durante meses.

Lá porque não têm andado a cair tantos aviões como desejariam, nem têm mais histórias da casa pia para preencher uma hora de jornal, vamos contar os infectados.

"200 casos em Portugal..."

Epá, então querem lá ver...

Portanto, desde que esta onda de gripes começou, já foram infectadas 200 pessoas em Portugal, mas os primeiros casos ainda estão engripados? Morreram?

Não, porque "pela graça do Senhor" ainda não tivemos essa infelicidade (a minha avó odeia missas mas fica bem usar expressões destas de quando em vez).

Então, o que lhes aconteceu? Curaram-se? Então e não diziam nada? Grande lapso! Ou então é porque não interessa - mas é uma das duas hipóteses!

Porque não tinha o mesmo impacto dizer que actualmente estavam 10 pessoas de molho por causa do malvado do N1H1.

É A PORRA DE UMA GRIPE!

Esses senhores mereciam ser pendurados pela pele.

Graças ao pânico lançado, o meu local de trabalho está cheio de desinfectantes e papeis com avisos de como evitar a "pandemia".

E uma pessoa que tenha o azar de apanhar um vírus convencional? Será desprezado e entaipado em casa pelos vizinhos temendo contágio?

Se é assim, porque não tomam medidas como deve ser?

Não se esqueçam que as campanhas eleitorais estão a começar - eu, pelo sim, pelo não, proibia o Paulo Portas de se aproximar de feiras, mercados, lares e creches nos próximos tempos...

segunda-feira, 13 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Playing the angel


Agora que consegui finalmente acabar de ler tudo o que foi escrito na minha ausência e de ter sido considerada maluquinha mais uma vez pelas pessoas que se sentam à minha frente, vou só ali prós lados do Porto apreciar o silêncio.

terça-feira, 7 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Sem tempo para me coçar...

...mas não se acanhem, tragam a grade de minis e podem mandar piropos às gajas da minha varanda. Não se esqueçam é depois de trancar a porta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Algo simples


Há uns tempitos atrás disse que gostava de fado.

Isso não faz de mim uma bairrista de mão à cinta e canasta à cabeça, nem amante de touradas, muito menos proveniente de uma família da com um monte no Ribatejo.

Foi com base neste conceito, que admito ultrapassado, que se apoiaram alguns músicos da nossa praça para pegarem na obra da Senhora Amália e fizeram adaptações de algumas canções.

Não tenho nada contra, embora ache que quando os músicos se viram para este tipo de trabalhos, normalmente estão um pouco postos na prateleira a ganhar pó e sem veia criativa pulsante para a criação de coisas novas.

O projecto Humanos foi muitíssimo bem sucedido neste sentido, o mesmo já não posso dizer deste caso muito em particular.

Não vou generalizar, porque só ouvi a adaptação do tema "Gaivota" - que os mais atentos se devem lembrar como sendo a minha música favorita da vasta carreira da diva.

Assim sendo, sinto-me pessoalmente agredida sempre que tenho o desprazer de ouvir a vocalista dos "The Gift" vomitando sílabas de tão belos versos.

Uso a expressão vomitar porque, para além da voz de bagaço característica, o ritmo utilizado é penoso, em golfadas de insuportável ruído para os meus tímpanos sensíveis.

Não sei também destrinçar o motivo que os levou a pensar que omitir parte da letra contribuiria para adicionar algum tipo de valor à versão.

Mas se calhar sou eu que tenho esta música em demasiada consideração e tome como um ataque pessoal.

Provavelmente, se tivesse entre as minhas músicas de eleição a música "Pó de arroz" do Carlos Paião, sentiria um incontrolável desejo de abater a tiro o Tiago Bettencourt na mata onde se encontrava empedrenido na altura em que gravou a sua versão, ao invés de querer simplesmente agredi-lo com uma pá - provavelmente.