Friday, July 10, 2009

Playing the angel


Agora que consegui finalmente acabar de ler tudo o que foi escrito na minha ausência e de ter sido considerada maluquinha mais uma vez pelas pessoas que se sentam à minha frente, vou só ali prós lados do Porto apreciar o silêncio.

Tuesday, July 7, 2009

E não é que foi mesmo?

Thursday, July 2, 2009

Sem tempo para me coçar...

...mas não se acanhem, tragam a grade de minis e podem mandar piropos às gajas da minha varanda. Não se esqueçam é depois de trancar a porta.

Wednesday, June 24, 2009

Algo simples


Há uns tempitos atrás disse que gostava de fado.

Isso não faz de mim uma bairrista de mão à cinta e canasta à cabeça, nem amante de touradas, muito menos proveniente de uma família da com um monte no Ribatejo.

Foi com base neste conceito, que admito ultrapassado, que se apoiaram alguns músicos da nossa praça para pegarem na obra da Senhora Amália e fizeram adaptações de algumas canções.

Não tenho nada contra, embora ache que quando os músicos se viram para este tipo de trabalhos, normalmente estão um pouco postos na prateleira a ganhar pó e sem veia criativa pulsante para a criação de coisas novas.

O projecto Humanos foi muitíssimo bem sucedido neste sentido, o mesmo já não posso dizer deste caso muito em particular.

Não vou generalizar, porque só ouvi a adaptação do tema "Gaivota" - que os mais atentos se devem lembrar como sendo a minha música favorita da vasta carreira da diva.

Assim sendo, sinto-me pessoalmente agredida sempre que tenho o desprazer de ouvir a vocalista dos "The Gift" vomitando sílabas de tão belos versos.

Uso a expressão vomitar porque, para além da voz de bagaço característica, o ritmo utilizado é penoso, em golfadas de insuportável ruído para os meus tímpanos sensíveis.

Não sei também destrinçar o motivo que os levou a pensar que omitir parte da letra contribuiria para adicionar algum tipo de valor à versão.

Mas se calhar sou eu que tenho esta música em demasiada consideração e tome como um ataque pessoal.

Provavelmente, se tivesse entre as minhas músicas de eleição a música "Pó de arroz" do Carlos Paião, sentiria um incontrolável desejo de abater a tiro o Tiago Bettencourt na mata onde se encontrava empedrenido na altura em que gravou a sua versão, ao invés de querer simplesmente agredi-lo com uma pá - provavelmente.

Monday, June 22, 2009

Latão, chapa amarela

Pois é, já cá estou eu de volta.

Quando cheguei a primeira frase que saiu da boca da minha progenitora não foi de apreço, não foi de saudade, foi qualquer coisa do género:

"Nem parece que estiveste na praia! Estás com esse ar de drogada na mesma. Metes nojo!"

Pronto, podem não ter sido estas as palavras exactas, mas foi mais ou menos esta a ideia.

Podem até pensar que este tom de pele me incomoda.

De facto não.

Este tom amarelo foi cuidadosamente produzido graças à pouca exposição solar ao longo dos últimos anos. Não porque não goste de sol, porque não gosto de pessoas - também porque sempre que me descuidava tinha de me por a pau quando ia ao indiano, se não vinha de lá cheia de molho de tomate na testa...

Não fui muito à praia também porque desconfio que não só a totalidade da nação portuguesa se deslocou até ao Algarve nos feriados, como também parte da população mundial decidiu vir comemorar o Santo Antoninho estendida ao sol e de presunto fincado no areal (diz que os alemães, por exemplo, a seguir à Oktoberfest, não há festa que mais gostem que a da sardinha assada - dizem).

Nunca, no meu perfeito juízo me deslocaria para um sítio, onde teria de aguardar em filas, ao sol, sem estacionamento, onde as pessoas se amontoam na areia, quase que partilhando o suor entre cangotes...

Mas acima de tudo, a água cheia de gente - cheia de gente que nos salpica, que pela expressão nos seus rostos descaradamente contaminam a nossa parcela de líquido da vida com ureia provinda das suas entranhas, as distâncias socialmente aceites desrespeitadas...

Sinto-me como se de repente na minha banheira de casa, em vez de repousar o meu corpo sozinho, a ele se juntarem mais uns quantos. Mas nada de fantasiosos corpos masculinos atléticos bronzeados e depilados, não, ao invés, sou acompanhada por uma idosa de touca às flores com unhas dos pés a precisarem de um formão e um indivíduo de bigode negro, com um fio de oiro ao pescoço e uma farta carpete peitoral de igual cor.

Prefiro praias desertas, onde posso correr à beira de água, em câmara lenta, de encontro à pessoa amada, onde podemos rebolar na areia e andar a cavalo envergando roupas brancas de linho, contemplando o por do sol...Peraí, isto é um video clip dos Anjos - que à sua maneira também é uma visão do inferno.

Friday, June 5, 2009

Olá e até já

Epah, o já dizia o meu vizinho alcoólico do 2ª andar: "Trabalhar é daquelas coisas...eu cá não vou nessa."

E é verdade! Por minha vontade não estava tanto tempo metida neste gabinete, não fazia noitadas, não deixava o meu blog ao abandono, levava o dia todo no cumbibio com o pessoal deste bairro maravilhoso. Sim, vocês! Vocês
fazem os meus dias. Até há pouco tempo julgava-me perdida no mundo, depois, encontrei mais pessoas como eu, e isso fez-me querer puxar a camisola que tenho vestida até à cabeça e começar a correr de braços abertos pelo escritório, qual celebração de um golo.

Quer este post dizer que hoje tenho tempo, logo antes de me ir empanturrar com comida japonesa lá pos lados do Saldanha. Dado este pressuposto, esta tarde limitar-me-ei à nobre arte da digestão, e partirei de férias, como a maioria dos Portugueses.

É claro que pus a possibilidade de não partir rumo a sul, respeitando assim as recomendações do nosso excelentíssimo presidente da república, não indo de férias para poder exercer o meu direito de voto...Então não?

Volto daqui a duas semanas, mas levo-vos no coração.

Tuesday, May 26, 2009

Mudam-se os tempos

O sexo é o tema do momento nos telejornais.

Primeiro tivemos a notícia da shô doutora professora, afirmando que todos os seus alunos de 12 anos já não eram virgens e que possivelmente trocavam favores sexuais por bollycaos à hora do recreio.

Depois passou a falar-se da distribuição livre de preservativos nas escolas.

Mas querem dar cabo de tudo?

E a nossa tradição da gravidez adolescente? As tradições são para serem celebradas, não compreendidas!

Qualquer dia os Bastinhas recusam-se a torturar touros ali no Campo Pequeno alegando que se trata de crueldade.

Ou então, vão-me dizer que o galo de Barcelos não voltou mesmo à vida - o que se vai fazer a tanta figura e panos de cozinha por tantas lojas de souvenirs por este Portugal?

Pior, vão dizer que afinal na Cova da Iria o sol não bailou - os putos é que andaram de volta das papoilas...

Está tudo perdido! Já não há valores...

Para onde vais Portugal?

Thursday, May 21, 2009

Algém me explique

...como é que isto

...é um sex symbol

Se visse esta pessoa na rua, primeiro dizia-lhe para ir ao médico porque provavelmente a pazada que tinha levado na cana do nariz tinha deixado sequelas.

Depois fugia, porque sei que traz um picador de gelo dentro do bolso do casaco. Aquele olhar não engana.

"Ah, ele é fascinante..."

Primeiro que tudo É A PORRA DE UMA PERSONAGEM!

Não sei quanto às pitas malucas que por aí andam, manter uma relação com um vampiro não é a minha ideia de diversão.

E se quisesse ir dar uma volta num domingo à tarde? É o vais, não é?

Tenham mas é juízo!

Monday, May 18, 2009

The beautiful people

Costumava ficar em choque sempre que via fotos da minha família.

Ao rever essas imagens dava por mim a pensar: "Como é possível eu alguma vez ter saído à rua assim?".

Quantos de nós não vestiram aqueles míticos fatos de treino coloridos e de um material extremamente brilhante como aqueles ali abaixo?

Depois descobri este sítio awkwardfamilyphotos.com e todas as minhas concepções sobre a vida, a morte e pastéis de bacalhau foram abaladas.

E pela vossa alminha, não deixem de ver nenhuma.


Wednesday, May 13, 2009

Águinha del cano

Não sei se repararam que a secção de águas dos supermercados continua a crescer de forma descontrolada.

Recordo-me que nos meus tempos de infância exista água do Luso sem gás e pedras para o caso de nesse dia se ter enfardado uma dobrada carregada de picante.

Chamem-me old school - não vos vou responder, porque não é o meu nome - mas acho que já é um bocadinho de mais.

Águas com sabores, águas para emagrecer, águas em frascos de vidro com diamantes...

Costumava sarcasticamente dizer que só faltava venderem água da torneira.

Porque acho que a minha expressão de sarcasmo me dá um ar muito blasé e também porque gosto de elevar a sobrancelha. O elevar de sobrancelha pode também, quando conjugado com o dilatar de narinas, servir para demonstrar extremo desagrado em relação a alguma situação - sou um mimo no que toca a expressões faciais, e também de bikini, mas isso agora não interessa...

Então não é que no outro dia me encontrava calmamente a ler uma revista mais ou menos pseudo e lá pelo meio de páginas com modelos em posições de parco equilíbrio, com ar de muita fominha e olhar no infinito, vi a reportagem?

Há uma empresa de New York (não, não estou a ser snob, acho mal mudar o nome dos sítios, da mesma forma que não gosto de ouvir dizer Oporto ou Lissabon) que vende precisamente água da torneira!



Não é nada que o pessoal que vende garrafas de água à saída dos jogos de futebol não se tenha lembrado, mas não fazem é publicidade disso.

Já estes fazem publicidade disso e o mais incrível é que vendem como pãezinhos quentes.

É água da torneira!

Eles só a engarrafam!

Falem-me do Bob Proctor e o seu esquema genial para enriquecer sem fazer grande coisa.

Estes nem precisam de enganar ninguém...