quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tranque lá a porta oh fáxavor!

Tenho uma bexiga pequena.

Mínima, mesmo.

Consigo ir antes de sair de casa e 15 minutos depois já estar à rasca outra vez.

O meu respectivo diz que o som que ouve vir da casa de banho se assemelha a uma chuva torrencial de aproximadamente 5 segundos. E não, não tenho bexiga envergonhada.

Neste aspecto estou preparada para sobreviver nas condições mais adversas. Agradeço à minha melhor amiga.

Toda a família dela, toma o acto de ir à casa de banho como outra qualquer banalidade.

Embora me considerem de família, sei que ainda não sou um deles porque se coíbem de entrar na casa de banho se lá estiver. Não peço que o façam, mas cá dentro dói saber que após todos estes anos (22), ainda não sou inteiramente aceite.

Tendo em conta a minha condição, sou frequentadora assídua de casas de banho - não há sítio onde vá que não conheça pelo menos uma.

Regra geral estas visitas decorrem sem incidentes de maior, mas aqui no meu novo local de trabalho, o acto de fechar a porta do compartimento parece não constar na lista de coisas a fazer - logo a seguir ao entrar a imediatamente antes de forrar todos os milímetros da tampa da sanita com pequenas tiras de papel higiénico.

Já é a terceira vez que abro a porta e está uma senhora sentada no trono, com olhar no infinito e que consegue apenas soltar um gritinho de surpresa na minha direcção. Peço desculpa e daí por diante, cada vez que nos cruzamos na copa, um ambiente de consternação abate-se sobre nós - até ao fim dos dias.

Ainda me lembro a primeira vez que uma situação destas me aconteceu.

Passou-se em casa de uma colega minha da faculdade. Essa casa era dividida com mais 5 pessoas. Uma delas era realmente estranha e tirando o facto de lhe chamarem Fatuxa, desconfiava tratar-se de um homem.

Não ligava muito à higiene pessoal, era comum termos de deitar comida germinada fora de dentro dos tachos que deixava no frigorífico comum, usava roupa que deixava as suas formas indefinidas entre o americano médio ou a basquetebolista gorda e praticamente não dormia em casa.

Um belo dia, sem que nada o fizesse antever, numa manhã de ressaca, abri a porta da casa de banho com um pequeno toque. A porta abriu-se lentamente, deixando ver do outro lado a Fatuxa, de calças de fato de treino em baixo (ela usava boxers), lendo uma revista sobre relógios de cuco (don't ask) e mostrando a alva brancura das suas coxas...

Ainda hoje, esta imagem me assombra. E às minhas colegas, que tiveram de me ir buscar à porta onde me mantinha estática.

Nesse dia, confirmamos que a Fatuxa era uma mulher, porque não se incomodou com o incidente e continuou na sua vidinha.

E é desta forma enternecida que a recordamos ainda hoje...

13 comentários:

grassa disse...

Fatuxa é tããããããããããoo nome de tiá!

PWFH disse...

Tiaaaa Mijônaaaaa

CBlues disse...

Quanto muito é de chaimite!

anatcat disse...

A Fatuxa devia ser tão xéxi.
Coisa mais linda.

tiagugrilu disse...

Já alguém te disse que descreves as situações de um modo extremamente realista?

É que até tive vergonha alheia, pá.

CBlues disse...

É para que vejas o quão cravado na minha memória essa imagem ainda está. E já passaram...ora deixa lá ver...5 anos!

PWFH disse...

O xixi a xair da paxaxa da Fatuxa enquanto xuxa na xalxixa de maxaxuxets.

A disse...

nada há nada que possa ser dito que o pwfh não consiga tornar pior.

tiagugrilu disse...

MESMO!

Agora também eu fiquei marcado para sempre.

Anônimo disse...

E fotografias? Há fotografias do befe da malaika da Fatuxa? Isso é que era bués de nice...

CBlues disse...

Epá não! Se não houvessem mais testemunhas da sua existência, diria que tinha sido obra da minha imaginação.

PWFH, embora a sonoridade da tua afirmação seja bem catita, temo que a cena dela não fossem bem salsichas...

tiagugrilu disse...

Seria porventura xoxa de maxaxuxets?

gimbras.nofuturo.com disse...

"(...)porque se coíbem de entrar na casa de banho se lá estiver(...) ainda não sou inteiramente aceite."

Se quiseres eu aceito-te e vou-te visitar ao W.C.. Basta deixares a porta aberta como a Fatuxa.

Faço-o não (só) para ver a alva brancura das tuas coxas, mas (não só) por compaixão e para te aceitar plenamente. Tens é de urinar em pé. :S É a contrapartida.