terça-feira, 25 de novembro de 2008

Gaijas

Não gosto de trabalhar com mulheres.

Quando está tudo "bem" é "miguinha" para cá "miguinha" para lá - mas temos 15 anos por
acaso para usar "pita talk"?

Estou a tentar concentrar-me em coisas que envolvem raciocínios, não estou minimamente interessada no que é que a filha da tua prima disse ou as calças novas que compraste...às vezes queria ter uma incapacidade auditiva que me obrigasse a ter de usar um aparelho, só para ter a possibilidade de o desligar de vez em quando!

Em vez disso acho que tenho um gene a menos que dá às mulheres algumas das propriedades que as caracterizam:

Compras- Não percebo...Irrita-me ir as compras. Vou só porque tenho de ir (ou porque sou arrastada pela minha mãe ou amigas).

Se tiver que ir comprar uma peça qualquer de roupa, sei exactamente o que quero, assim entro, peço, visto e pago, tudo o resto que possa estar na loja é mera paisagem.

Criticar a forma como outrem está vestido- Sinceramente não reparo. Às vezes até tenho dificuldade de dizer o que tenho vestido quanto mais...

Obsessão com limpezas - Não gosto de viver no meio do lixo, em casa faço o que tem de ser feito. Desde que tenho uma nova gata que não pode ver nada fora do sítio, devo confessar que o que tem que ser feito é bastante mais avolumado. Se fizerem as coisas por mim, de bom grado aceito. Não há assim tantos voluntários como se desejaria, por isso tenho de pagar a alguém e diga-se que é o dinheiro mais bem entregue da semana.

Crianças - Não tenho ainda. Quero ter um dia. Não tenho muita paciência para elas. Acredito que quando tiver os meus os vou estragar de mimos. Mas troca de experiências constante à minha volta não é bonita. A conversa de ontem ao almoço fez-me não só ficar com muito muito medinho das coisas horríveis que uma gravidez e pós parto acarretam, como enojada com o molho bechamel do meu crepe. O mais espantoso é a forma como todas as outras pessoas ouviam aquelas descrições dantescas com uma expressão contemplativa de uma coisa maravilhosa! Acredito piamente que as crianças compensam tudo isso mas preferia não saber de forma tão exaustiva o aparato que lhes dá origem...

Acho que me desviei um pouco do que estava a dizer...Estava ainda a falar das fases boas...

Nas fazes más temos o apontar de dedos, a culpabilização mútua, as intriguinhas, as discussões esganiçadas, o ter de explicar as coisas 30 vezes (com recurso a 30 bonecos diferentes) e por aí adiante.

Porque é que temos de ser tão mazinhas umas para as outras? Devíamos ser mais buddies como os homens mas acho que isso é uma coisa codificada geneticamente...

10 comentários:

grassa disse...

"Não há assim tantos voluntários como se desejaria"...

Se não tivesses dito isto, eu não teria de ter de te dizer que "fazes" se escreve com ésse.

Toma que já almoçaste.

cblues disse...

Se te serve a carapuça....

Obrigada pela correcção, gosto sempre de poder superar quaisquer que sejam as falhas que tenha.

Por acaso já almocei um belo de um bacalhau à Gomes de Sá...

gimbras.nofuturo.com disse...

És a mulher perfeita: do sexo feminino e sem os defeitos.
Como já te tinha dito antes, quero-te conhecer ;)

grassa disse...

Não faças isso, gimbras.

Consta por aí que esta aqui só namora com bananas...

gimbras.nofuturo.com disse...

lol.
Acho isso ainda mais interessante. :P O facto de curtir bananas, não homens bananas.

cblues disse...

Ultimamente virei-me para os pepinos, são mais "verdinhos"

cblues disse...

Gimbras obrigada pelo elogio mas acho que estou longe de ser perfeita. Apesar de tudo ainda sou mulher :)

tiagugrilu disse...

gosto aqui do tasco. hei-de voltar com mais tempo.

:)

cblues disse...

O tasco estará á disposição sempre que queiras um pica-pau ou uma "sande" de courato.

:)

tiagugrilu disse...

Era um ovo cozido e uma mine, fáshavor!